Saiu o n.º 4 da "Gazeta das Escolas" da CNCCR. O documento em pdf encontra-se no Portal do Centenário da República.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Espólio de Tomás da Fonseca
A Biblioteca Nacional de Portugal possui um vasto espólio de obras de Tomás da Fonseca.
Sobre o ilustre autor mortaguense pode ler-se:
Poeta, ficcionista, historiógrafo, jornalista, professor e militante republicano de cariz anti-clerical, José Tomás da Fonseca colaborou, com o advento da República, na reforma do ensino primário normal e organizou e animou diversas associações de carácter cultural. Foi vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, director da Escola Normal de Lisboa e de Coimbra - das quais foi afastado pelo sidonismo e pelo Estado Novo - e um dos fundadores da Universidade Livre de Coimbra. É muito vasta a sua colaboração na imprensa periódica nomeadamente em A Pátria, O Mundo, A Vanguarda, República, Alma Nacional ou, entre outros, no Arquivo Democrático, de que foi director. Em Evangelho de um Seminarista, Memórias dum Chefe de Gabinete e Memórias do Cárcere encontramos, passados a letra de imprensa, testemunhos da sua vivência.
O espólio (31 cx.) é constituído por manuscritos do Autor, correspondência, arquivo de imprensa, documentos biográficos e alguns manuscritos de terceiros.
Foi adquirido por compra à Associação Humanitária Movimento Emmaús do Abbé Pierre, em 1998.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Eleiçoes para a Câmara de Mortágua em 1889
O blogue marmeleira transcreve um texto do republicano Manuel Martins e Abreu relativo às eleições para a Câmara de Mortágua, que decorreram em 1889, publicado no livro Coisas de Mortagua no ultimo quartel do século XIX. No pequeno excerto abaixo transcrito transparece o carácter combativo de Martins e Abreu.
Siga a hiperligação.
Nós não vencemos a eleição; vamos só ensinar aquella gente como votam homens livres e como ainda por aqui os ha; vamos protestar contra o estado tenebroso que elles, em proveito da bolsa de uns, do egoismo d'outros, da basofia d'alguns e da desorientacão scientifica de todos - firmaram na ignorancia popular que elles desenvolvem.
Manuel M. Abreu
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Tomás da Fonseca - Ficha da PIDE
Depois de ter estado encarcerado durante a ditadura de Sidónio Pais, em 1918, Tomaz da Fonseca conhece as prisões salazaristas em Maio de 1947 por ter protestado contra a existência do Campo de Concentração do Tarrafal, nas ilhas de Cabo Verde.
Na biografia prisional pode ler-se:
Apresentou-se voluntariamente em 8-5-947 na Delegação de Coimbra para averiguações. Transferido em 9-5-47 para esta Directoria, tendo recolhido à Cadeia do Aljube. Restituído à liberdade condicional em 30-5-947. Passou à liberdade definitiva em 1-7-948.
A título de curiosidade, tal era a sua fama de opositor ao regime que até no dia do seu funeral, realizado para o cemitério de Mortágua (Fevereiro de 1968), a Policia Internacional de Defesa do Estado (PIDE) enviou agentes com a missão de anotar (discretamente) as pessoas e discursos de homenagem dos que ali compareceram ao último adeus.
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