quinta-feira, 14 de março de 2013

José Perdigão

 

José Perdigão nasceu em Viseu, a 14 de março de 1869. É um carácter intemerato que se tem distinguido principalmente pela fé viva na redenção da Pátria pela República, e que, mercê de um espírito culto, constantemente orientado por uma leitura sã, adquiriu na terra que lhe foi berço um enorme prestígio. Tendo-se dedicado ao comércio não é todavia um comerciante no sentido restrito da palavra, pois que a sua ilustração lhe dá foros de intelectual e o coloca a par de vultos mais em evidência do Partido Republicano local. Antigo presidente da Associação Comercial Visiense, não só nesta colectividade prestou relevantes serviços. A sua inteligência manifestou-se também no Banco Agrícola Industrial de Viseu, onde, com zelo inexcedível, ocupou o cargo de director, e recentemente no jornalismo como redactor destemido da Beira.

quinta-feira, 7 de março de 2013

António Amaral Leitão

 


Nasceu em Farminhão, Viseu, a 7 de março 1845, e faleceu a 14 de janeiro de 1903.
A 1 de agosto de 1865 assentou praça com 20 anos de idade.Na revolta do Porto, ocorrida a 31 de Janeiro de 1891, em que tomou parte, O Capitão Leitão, como era conhecido, foi um dos oficiais portugueses mais ativos da tentativa revolucionária republicana do Porto, sendo uma das figuras mais brilhantes e, ao mesmo tempo, de mais estóica resignação na hora da trágica derrota. A tentativa revolucionária veio a fracassar e o Capitão Leitão procurou refugiar-se na sua aldeia natal, Farminhão, perto de Viseu. Pelo caminho, ao passar por Albergaria-a-Velha, foi reconhecido e capturado. Foi julgado em tribunal de guerra e acabou condenado a 20 anos de degredo em Angola. Capitão do exército, e podendo à semelhança de tantos outros ter traído o movimento, assumiu, pelo contrário, todas as responsabilidades por ocasião dos conselhos de guerra de Leixões, o que lhe custou o degredo e a prisão em África. Já em Angola, fugiu para o ex-Congo francês, de onde viria a partir para Paris e depois para o Brasil.Amnistiado mais tarde, regressou à Pátria com sentimentos republicanos revigorados, mas com a saúde muito abalada devido ao clima inóspito das colónias. Regressou a Portugal em 1901, vindo a morrer dois anos mais tarde.O seu heroísmo levou a que em muitas terras de Portugal o seu nome conste em ruas e avenidas.
Foi uma das figuras mais saudosas do Partido Republicano.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Exposição sobre dois republicanos figueirenses


Até 12 de janeiro está patente,  na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, a Exposição "José Maria Cardoso e Júlio Gonçalves: dois republicanos que se cruzam na história local e nacional".
Estas duas personalidades exerceram uma atividade cívica, profissional e política destacando-se na história no associativismo local e no desenvolvimento político e social figueirense.

Via Museu Municipal Santos Rocha

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Mulher e a República

A Revista n.º 84, Temas e notícias da cidadania e igualdade de género, dedica alguns artigos ao papel das mulheres na Primeira República.
Aceder ao documento em pdf.
A REPÚBLICA, MINHAS SENHORAS, NÃO SENDO UMA FORMA DE GOVERNO NOVA, NEM PERFEITA – PORQUE NÃO HÁ NADA QUE EM ABSOLUTO O SEJA – É NO ENTANTO MAIS LÓGICA, MAIS COMPREENSÍVEL À NOSSA INTELIGÊNCIA E MAIS TOLERÁVEL À NOSSA RAZÃO, DANDO-NOS TAMBÉM MAIS GARANTIAS
DE PROGRESSO.
 Ana de Castro Osório, na fundação da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas