quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Mulher e a República

A Revista n.º 84, Temas e notícias da cidadania e igualdade de género, dedica alguns artigos ao papel das mulheres na Primeira República.
Aceder ao documento em pdf.
A REPÚBLICA, MINHAS SENHORAS, NÃO SENDO UMA FORMA DE GOVERNO NOVA, NEM PERFEITA – PORQUE NÃO HÁ NADA QUE EM ABSOLUTO O SEJA – É NO ENTANTO MAIS LÓGICA, MAIS COMPREENSÍVEL À NOSSA INTELIGÊNCIA E MAIS TOLERÁVEL À NOSSA RAZÃO, DANDO-NOS TAMBÉM MAIS GARANTIAS
DE PROGRESSO.
 Ana de Castro Osório, na fundação da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas

CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS

Clica aqui para acederes às fotos do Corpo Expedicionário Português que participou na Primeira Guerra Mundial, entre 1916 e 1919.

sábado, 6 de outubro de 2012

O jornal "Sol Nascente" saiu há 100 anos!


A 5 de outubro de 1912, em Mortágua, sai um número único do jornal "Sol Nascente", que consistiu numa edição comemorativa do 2.º aniversário da Implantação da República. Os seus diretores e proprietários foram Basílio Lopes Pereira e Alfredo Fernandes Martins. O produto da edição, como se pode ler no cabeçalho, deveria reverter a favor do Centro Democrático de Educação Popular, a Biblioteca Popular da Marmeleira, Mortágua.
O jornal contém interessantes artigos dos mais conhecidos republicanos de Mortágua: Tomás da Fonseca, José Lopes de Oliveira, Manuel Martins de Abreu, Basílio Lopes Pereira e Augusto Simões de Sousa.
Este número e os restantes onze que saíram entre 1914 e 1915, encontram-se na Biblioteca Municipal de Mortágua.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Livro "Feriados em Portugal. Tempos de Memória e Sociabilidade"


No dia 2 de outubro, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, foi apresentada a obra Feriados Em Portugal. Tempos de Memória e de Sociabilidade, de autoria de Luís Reis Torgal e Luís Oliveira Andrade. O Professor Doutor Luís Reis Torgal proferiu uma conferência de homenagem ao Doutor Luís Andrade, sobre o tema "Feriados em Portugal. História e polémica".
Esta obra, iniciada há mais de dez anos e agora concluída, mostra-se aquando do seu lançamento mais relevante que nunca, dado o contexto do debate sobre o tema, quando o Estado alterou o Código do Trabalho e aboliu quatro feriados. Os autores começam por recuar até ao Liberalismo, época em que a conceção de feriados cívicos começou a surgir, vindo a consolidar-se no âmbito da celebração dos centenários e do debate sobre o descanso semanal. O próximo grande passo surge em 1910 com o plano dos feriados da República, em que não foram incluídos os dias santos, mas sendo de realçar que esse sistema se manteve na Ditadura e no Estado Novo, só se podendo falar de feriados religiosos em 1952. Com o 25 de Abril de 1974, para além de se tentar recriar a memória dos feriados anteriores, procurou criar-se e ativar-se as festas do trabalhador e da liberdade (o 1.º de maio e o 25 de abril) e dar aos feriados municipais uma dimensão popular. A obra termina com a análise da atual viragem de paradigma, quando, em 2011-2012, ainda no âmbito do Centenário da República, surgiu uma justificação simplesmente económica para reduzir os feriados oficiais, resultando na extinção de dois feriados cívicos que simbolizam valores essenciais como o da Respublica e o da independência de Portugal.

Esta obra será igualmente apresentada no Auditório da Livraria da Universidade de Aveiro, no dia 11 de outubro, pelas 17h30, com apresentação a cargo do Doutor Nuno Rosmaninho Rolo.

Fonte: Imprensa da Universidade de Coimbra

Sobre esta obra, ler também o interessante artigo publicado em Penacova on-line