terça-feira, 22 de maio de 2012

Revolta de 14 de maio de 1915

Transcrevemos o artigo do blogue Almanaque Republicano:

A revolta de 14 de Maio de 1915, começou por ser uma tentativa de reposição da Constituição de 1911, levada a efeito por um conjunto de militares que vão ser conhecidos como os Jovens Turcos, entre eles destacavam-se Álvaro de Castro, Freitas Ribeiro, Sá Cardoso, entre outros. Este grupo procurava acabar com a ditadura do General Pimenta de Castro, que tinha chegado ao poder ao fracasso das iniciativas governativas lideradas por Bernardino Machado (10-02-1914 a 11-12-1914) e por João de Azevedo Coutinho (12-12-1914 a 25-01-1915) que enfrentou graves problemas como o denominado “movimento das espadas”, quando os militares de várias unidades pelo País, numa atitude de protesto, devido à transferência do então major João Carlos Craveiro Lopes da Figueira da Foz para Lisboa a pedido dos líderes locais do Partido Republicano Português, entregaram aos superiores hierárquicos, as suas espadas e criando assim um ato de indisciplina contra a transferência deste camarada de armas.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Branquinho da Fonseca

Branquinho da Fonseca

A 16 de maio de 1974 morre o escritor mortaguense, Branquinho da Fonseca, filho de Tomás da Fonseca.


 «Não gosto de viajar. Mas sou inspector das escolas de instrução primária e tenho obrigação de correr constantemente todo o País. Ando no  caminho da bela aventura, da sensação nova e feliz, como um cavaleiro andante. Na verdade lembro-me de alguns momentos agradáveis, de que tenho saudades, e espero encontrar outros que me deixem novas saudades. É uma instabilidade de eterna juventude, com perspectivas e horizontes sempre novos. Mas não gosto de viajar. Talvez só por ser uma obrigação e as obrigações não darem prazer. Entusiasmo-me com a beleza das paisagens, que valem como pessoas, e tive já uma grande curiosidade pelos tipos rácicos, pelos costumes, e pela diferença de mentalidade do povo de região para região. Num país tão pequeno, é estranhável tal diversidade. Porém não sou etnógrafo, nem folclorista, nem estudioso de nenhum desses aspectos e logo me desinteresso. Seja pelo que for, não gosto de viajar. Já pensei em pedir a demissão. Mas é difícil arranjar outro emprego equivalente a este nos vencimentos. Ganho dois mil escudos e tenho passe nos combóios, além das ajudas de custo. Como vivo sozinho, é suficiente para as minhas necessidades. Fazer algumas economias e, durante o mês de licença que o Ministério me dá todos os anos, poderia ir ao estrangeiro. Mas não vou. Não posso. Durante esse mês quero estar quieto, parado, preciso de estar o mais parado possível. Acordar todas essas trinta manhãs no meu quarto! Ver durante trinta dias seguidos a mesma rua! Ir ao mesmo café, encontrar as mesmas pessoas!... Se soubessem como é bom! Como dá uma calma interior e como as ideias adquirem continuidade e nitidez! Para pensar bem é preciso estar quieto. Talvez depois também cansasse, mas a natureza exige certa monotonia. As árvores não podem mexer-se. E os animais só por necessidade física, de alimento ou de clima, devem sair da sua região. Acerca disto tenho ideias claras e uma experiência definitiva. É até, talvez, a única coisa sobre que tenho ideias firmes e uma experiência suficiente. Mas não vou filosofar; vou contar a minha viagem à serra do Barroso.»
                               Branquinho da Fonseca, "O Barão"
 
Publicado por  A bem da nação.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Palestra de Amadeu Carvalho Homem

No dia 25 de maio, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Mortágua, o Prof. Dr. Amadeu Carvalho Homem irá proferir uma palestra sobre o tema "Enquadramento histórico-cultural para a compreensão das Escolas Livres na dinâmica da propaganda republicana".
Amadeu Carvalho Homem é professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A sua investigação tem privilegiado a teorização política do liberalismo, da democracia e do socialismo em Portugal, no decurso do período contemporâneo.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Otiumlivraria - livros de Tomás da Fonseca


Na homepage pode ler-se: "Somos uma empresa jovem, fundada em 2005, que se dedica ao livro. Não apenas ao seu comércio, mas ao seu estudo, investigação e valorização. Portanto, mais do que um negócio, a nossa relação com o livro reflecte uma atitude de culto, de cuidado, de dedicação. E por isso procuramos servir da melhor maneira aqueles que partilham connosco esta disposição. Mais do que clientes, são, em toda a acepção, “companheiros nas letras”, amigos dos livros e nos livros."
Clicando em Leilões, números 31 e 32, acedemos a autênticas relíquias do mortaguense Tomás da Fonseca.