terça-feira, 10 de abril de 2012

Jornais de Penacova: 110 anos de história

Transcrevemos o interessante artigo de David Almeida, publicado no Penacova Online sobre a história dos jornais de Penacova, da Monarquia à Primeira República e até à atualidade.

"É no século XIX que se dá o grande impulso do jornalismo em Portugal. A liberdade de imprensa é consagrada na Constituição de 1822. Antes da queda da Monarquia nascem os grandes clássicos do jornalismo escrito português como o Diário de Notícias (1864), O Primeiro de Janeiro (1869), O Comércio do Porto (1854) e O Século (1881). Também a nível local e regional muitos periódicos começam a ser publicados. Em Penacova, foi em 1901 que o concelho viu surgir o primeiro jornal. Considerando os 110 anos decorridos, são oito os títulos que ficam para a história: o Jornal de Penacova, A Folha de Penacova, Ecos de S. Pedro de Alva, O Progresso Lorvanense, A Voz de S. Pedro de Alva e o Notícias de Penacova, Nova Esperança e Jornal de Penacova (1997).
JORNAL DE PENACOVA: O primeiro periódico a ser publicado em Penacova foi, como já referimos o Jornal de Penacova. Surgiu a 1 de Setembro de 1901. À sua fundação estão associados nomes como Joaquim Correia de Almeida Leitão, Júlio Ernesto de Lima Duque e Alberto Carrapatoso. No primeiro editorial escreve-se que Penacova não podia ''permanecer sequestrada dos embates do pensamento'' e afastada do ''progresso social que movimenta o vestíbulo do século XX, inundando de luz intensa a aurora secular que desponta''. Ao longo da sua existência (1901-1937) o Jornal de Penacova assumiu diversas tendências políticas. Inicialmente afecto ao Partido Progressista, ganhará a partir de 1908 uma inequívoca feição republicana. Em Dezembro de 1907, Amândio dos Santos Cabral, chegado de S. Paulo,''compra'' o jornal, e define um ''Novo Rumo" declarando "guerra aberta com a monarquia e o ultramontanismo." Em Janeiro de 1914, ainda com Amândio Cabral, como director e redactor principal, apresenta-se como ''Semanário Republicano Evolucionista'', numa identificação clara com a orientação política de António José de Almeida.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Religião, República, Educação, de Tomás da Fonseca

Religião, República, Educação é uma antologia essencial para aprofundar a extensa e impressionante produção literária do republicano e visceralmente anticlerical Tomás da Fonseca. A diversidade de forma e de fundo que os seus textos ostentam coaduna-se, porém, com a emergência de três temas fundamentais e absolutamente complementares na obra do autor: a ideologia religiosa, política e educativa.

Organização e prefácio
Luís Filipe Torgal

José Tomás da Fonseca (1877-1968), republicano intrépido e recalcitrante, hostil à Igreja Católica e ao regime autoritário e «catolaico» do Estado Novo, bateu-se até ao fim da vida pelos ideais em que sempre acreditou e esteve na linha da frente do arriscado confronto político e religioso.
Via Antígona

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Almanaque d'O Mundo para 1013

Foto de José Lopes de Oliveira, republicano de Mortágua, publicada no Almanque d'O Mundo para 1913, p. 209.
Na legenda pode ler-se: Dr. Lopes de Oliveira, ilustre escritor e reitor do Liceu Passos Manuel

Almanaque republicano do jornal "O Mundo"

Capa do Almanaque republicano do jornal O Mundo, para o ano de 1912.

ALMANACH D'O MUNDO para 1912 [capa], III Ano, 1912, Imprensa Libanio da Silva, 29-31, Rua das Gaveas, Lisboa [Editor e Propr. França Borges]
Almanaque d'O Mundo AQUI DIGITALIZADO [Ano 1 (1908)-Ano. 7 (1914), Lisboa, Oficinas do jornal "O Mundo", 1907-1913 (completo, 7 nurms)]
Cortesia de Almanaque Republicano