terça-feira, 21 de junho de 2011

Exposição Sentir a Terra – “Memórias de Escola”

No passado dia 2 de Junho, a Câmara Municipal de Mortágua comemorou o dia do Município, em que se destacou a inauguração de Centro Educativo.
Após a Sessão Solene foi aberta ao público da Exposição “Memórias de Escola”, integrada no Ciclo “Sentir a Terra”.Trata-se de uma exposição que retrata a história da educação e a evolução da Escola, em Portugal, a nível nacional e local, desde o início do séc.XX até aos nossos dias.
A escolha da temática, segundo os seus organizadores, "teve a ver com este momento de viragem e transformação em curso no sistema de ensino do concelho, servindo ao mesmo tempo de retrospectiva e elemento de comparação".
A Exposição está patente ao público até ao dia 3 de Julho de 2011.
 
No site da Câmara Municipal de Mortágua podemos ler o seguinte acerca da Exposição "Memórias de Escola":
"No rés-do-chão da Sala de Exposições destaca-se um enorme painel fotográfico que retrata antigos alunos e professores e as actividades de sala e de recreio, desde meados dos anos 30 até aos nossos dias, passando pelas etapas da introdução do Desporto Escolar, mais recentemente o ensino do Inglês, da Música e dos computadores no sistema de ensino, e culminando na construção do moderno Centro Educativo.
Podem-se encontrar também livros de registos das escolas masculinas e femininas, exames da 4ª classe, livros e artigos de jornais alusivos a acontecimentos na área da Educação a nível local, reportados a algumas décadas atrás.
Na zona intermédia pode encontrar-se uma cronologia dos principais marcos da Educação em Portugal, sempre acompanhada com referências específicas ao concelho de Mortágua. Assim aparecem as referências às Casas Escola, ao surgimento das Escolas Livres em Mortágua, no início do século XX, à construção das escolas do “Plano do Centenário” nos anos 40, 50 e 60, ao Externato Infante Sagres, ao início do ensino Preparatório, Secundário e Profissional, entre outras.

O interior do piso superior apresenta uma reconstituição rigorosa de como era uma sala de aula antiga: as carteiras de plano inclinado e banco corrido, onde se sentavam os alunos dois a dois, em frente o quadro negro de ardósia, encimado com o crucifixo, ao lado a secretária do professor, com a famosa palmatória ou “menina dos cinco olhos” que era o terror de qualquer criança.
Estão também expostos objectos utilizados na aprendizagem da leitura, escrita e aritmética, as lousas e o buril, o ábaco onde se aprendia a contar, a caixa métrica, os pesos, os sólidos geométricos, livros escolares e cadernos de duas linhas.
Nas paredes podem ver-se os mapas Mundo e mapas de Portugal (com referência às Colónias Ultramarinas!), o mapa do Corpo Humano. Pode ainda apreciar-se uma maqueta em madeira da Escola Primária de Vila Meã, uma das várias escolas construídas em Mortágua de acordo com a arquitectura-tipo do Plano do Centenário, como são aliás a maioria das nossas escolas primárias.
Fonte:CMM

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia Mundial da Criança - O Brinquedo na Primeira República


No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Criança, a Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Mortágua apresenta uma colecção de brinquedos que datam de épocas passadas, alguns do tempo da Primeira República, como os veículos em folha e os brinquedos em madeira.
Como era brincar naquela época?
Que brinquedos existiam?

No site oficial do Centenário da República, na rubrica "República das Crianças", podemos explorar diferentes entradas  - jogos, História, fonoteca, cinemateca.
Transcrevemos o texto disponibilizado sobre como era brincar na I República!
No início do século XX as brincadeiras favoritas das crianças desenrolavam-se ao ar livre. Tanto no campo como na cidade, brincava-se fazendo diversos jogos, como o do pião, preferido pelos rapazes, os jogos de roda, os eleitos das meninas, o das escondidas, o da cabra cega ou o do pezinho. Muitas vezes imitavam-se os jogos que os adultos faziam ao Domingo, como o da malha ou até o futebol, jogado com uma bola de trapos feita pelas mães com restos de tecidos e meias rotas.
Brincava-se também com o arco e a gancheta, aproveitando os aros velhos de barris, controlados por uma gancheta de ferro, com a funda, utilizada frequentemente em competições de tiro ao alvo, com bonecas de trapos e com brinquedos em miniatura, construídos, quase sempre, pelas crianças, imitando animais, barcos e figuras humanas. No campo eram também comuns as brincadeiras com moinhos, com velas feitas a partir de caules de milho, a construção de adornos como colares, aproveitando as flores silvestres, os bugalhos e as bolotas, ou a elaboração de instrumentos musicais como flautas, a partir de canas.
Já as crianças das classes mais elevadas tinham acesso a outro tipo de brincadeiras, sobretudo após o desenvolvimento da indústria de brinquedos na segunda metade do século XIX. Desde cavalinhos de baloiço, a carrosséis de corda, a barcos com motor, carros, bonecas de porcelana ou soldadinhos de chumbo, toda uma nova variedade de brinquedos alargou a oferta e diversificou as actividades e práticas infantis. Eram brinquedos comprados pelos pais, feitos de variados materiais, como madeira, pasta de papel ou folha de estanho.
 Arbués Moreira, do Museu do Brinquedo de Sintra , salienta a importância do brinquedo para o conhecimento e compreensão do mundo em que vivemos:
"Os brinquedos ajudaram-me a crescer e a perceber o mundo, tornando-se primordial a sua ligação à História da humanidade. Na minha colecção, eles falam sempre de uma pessoa, de uma vida, de uma época. A intimidade, as modas, as guerras, as ideias, a política, a economia ligam-se eternamente ao que cada brinquedo traz dentro de si. "

domingo, 15 de maio de 2011

Canto e Castro



João do Canto e Castro da Silva Antunes nasce em Lisboa a 19 de Maio de 1862. É filho de José Ricardo da Costa Silva Antunes e de Maria da Conceição do Canto e Castro Mascarenhas Valdez. Em 1891 casa com Mariana de Santo António Moreira Freire Correia Manuel Torres d'Alvim, de quem três filhos. Sofrendo desde cedo de angina de peito, morre a 14 de Março de 1934 e vai a enterrar no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.
Percurso profissional
Canto e Castro começa a sua carreira militar na Marinha como aspirante na Real Escola Naval. Em 1892 dá início à carreira na administração colonial, sendo nomeado governador de Lourenço Marques e depois governador de Moçâmedes. Em 1912 pretende abandonar a Marinha e monta um negócio de comissões e consignações, mas sem êxito. No ano seguinte recebe a missão para se deslocar a Macau e aí assumir o comando do cruzador Adamastor. Em Julho de 1915, é promovido a capitão-de-mar-e-guerra e nomeado comandante da Escola Prática de Artilharia Naval. Em Dezembro de 1917, após ocupar o cargo de director dos Serviços de Estado Maior Naval, é designado para elaborar um plano de melhoramento da defesa do litoral português de ataques dos submarinos alemães.
Percurso político
Em 1908, no último Parlamento da Monarquia, é eleito deputado, dedicando-se particularmente à reorganização das Forças Navais. Com o presidencialismo do regime sidonista, no qual os ministros eram designados por secretários de Estado, depois de muito instado, toma posse como secretário de Estado da Marinha a 9 de Setembro de 1918.
Mandato presidencial
Apesar de monárquico convicto e assumido, a eleição de Canto e Castro processa-se de acordo com as regras da Constituição de 1911, repostas após a rotura sidonista. O seu mandato é marcado por constantes revoltas e tentativas de restauração monárquicas, bem como pela atribuição do poder de dissolução do Congresso ao Presidente da República. A 5 de Outubro de 1919, passa o testemunho a António José de Almeida e depois da presidência, por proposta de Rocha e Cunha, ministro da Marinha, é promovido a almirante. Pouco depois, após ser designado para chanceler da Ordem da Torre e Espada, ocupa o cargo de presidente do Conselho Superior de Disciplina da Armada. No dia 30 de Setembro de 1932, passa à situação de reforma.

Fonte: Museu da Presidência da República

Salvo-Conduto republicano


Salvo-conduto datado de 24 de Janeiro de 1919, atribuído a Júlio Baptista dos Reis, assinado por Tomás da Fonseca, do Comité Republicano de Mortágua.

Fonte: Biblioteca Municipal de Mortágua