quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia Mundial da Criança - O Brinquedo na Primeira República


No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Criança, a Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Mortágua apresenta uma colecção de brinquedos que datam de épocas passadas, alguns do tempo da Primeira República, como os veículos em folha e os brinquedos em madeira.
Como era brincar naquela época?
Que brinquedos existiam?

No site oficial do Centenário da República, na rubrica "República das Crianças", podemos explorar diferentes entradas  - jogos, História, fonoteca, cinemateca.
Transcrevemos o texto disponibilizado sobre como era brincar na I República!
No início do século XX as brincadeiras favoritas das crianças desenrolavam-se ao ar livre. Tanto no campo como na cidade, brincava-se fazendo diversos jogos, como o do pião, preferido pelos rapazes, os jogos de roda, os eleitos das meninas, o das escondidas, o da cabra cega ou o do pezinho. Muitas vezes imitavam-se os jogos que os adultos faziam ao Domingo, como o da malha ou até o futebol, jogado com uma bola de trapos feita pelas mães com restos de tecidos e meias rotas.
Brincava-se também com o arco e a gancheta, aproveitando os aros velhos de barris, controlados por uma gancheta de ferro, com a funda, utilizada frequentemente em competições de tiro ao alvo, com bonecas de trapos e com brinquedos em miniatura, construídos, quase sempre, pelas crianças, imitando animais, barcos e figuras humanas. No campo eram também comuns as brincadeiras com moinhos, com velas feitas a partir de caules de milho, a construção de adornos como colares, aproveitando as flores silvestres, os bugalhos e as bolotas, ou a elaboração de instrumentos musicais como flautas, a partir de canas.
Já as crianças das classes mais elevadas tinham acesso a outro tipo de brincadeiras, sobretudo após o desenvolvimento da indústria de brinquedos na segunda metade do século XIX. Desde cavalinhos de baloiço, a carrosséis de corda, a barcos com motor, carros, bonecas de porcelana ou soldadinhos de chumbo, toda uma nova variedade de brinquedos alargou a oferta e diversificou as actividades e práticas infantis. Eram brinquedos comprados pelos pais, feitos de variados materiais, como madeira, pasta de papel ou folha de estanho.
 Arbués Moreira, do Museu do Brinquedo de Sintra , salienta a importância do brinquedo para o conhecimento e compreensão do mundo em que vivemos:
"Os brinquedos ajudaram-me a crescer e a perceber o mundo, tornando-se primordial a sua ligação à História da humanidade. Na minha colecção, eles falam sempre de uma pessoa, de uma vida, de uma época. A intimidade, as modas, as guerras, as ideias, a política, a economia ligam-se eternamente ao que cada brinquedo traz dentro de si. "

domingo, 15 de maio de 2011

Canto e Castro



João do Canto e Castro da Silva Antunes nasce em Lisboa a 19 de Maio de 1862. É filho de José Ricardo da Costa Silva Antunes e de Maria da Conceição do Canto e Castro Mascarenhas Valdez. Em 1891 casa com Mariana de Santo António Moreira Freire Correia Manuel Torres d'Alvim, de quem três filhos. Sofrendo desde cedo de angina de peito, morre a 14 de Março de 1934 e vai a enterrar no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.
Percurso profissional
Canto e Castro começa a sua carreira militar na Marinha como aspirante na Real Escola Naval. Em 1892 dá início à carreira na administração colonial, sendo nomeado governador de Lourenço Marques e depois governador de Moçâmedes. Em 1912 pretende abandonar a Marinha e monta um negócio de comissões e consignações, mas sem êxito. No ano seguinte recebe a missão para se deslocar a Macau e aí assumir o comando do cruzador Adamastor. Em Julho de 1915, é promovido a capitão-de-mar-e-guerra e nomeado comandante da Escola Prática de Artilharia Naval. Em Dezembro de 1917, após ocupar o cargo de director dos Serviços de Estado Maior Naval, é designado para elaborar um plano de melhoramento da defesa do litoral português de ataques dos submarinos alemães.
Percurso político
Em 1908, no último Parlamento da Monarquia, é eleito deputado, dedicando-se particularmente à reorganização das Forças Navais. Com o presidencialismo do regime sidonista, no qual os ministros eram designados por secretários de Estado, depois de muito instado, toma posse como secretário de Estado da Marinha a 9 de Setembro de 1918.
Mandato presidencial
Apesar de monárquico convicto e assumido, a eleição de Canto e Castro processa-se de acordo com as regras da Constituição de 1911, repostas após a rotura sidonista. O seu mandato é marcado por constantes revoltas e tentativas de restauração monárquicas, bem como pela atribuição do poder de dissolução do Congresso ao Presidente da República. A 5 de Outubro de 1919, passa o testemunho a António José de Almeida e depois da presidência, por proposta de Rocha e Cunha, ministro da Marinha, é promovido a almirante. Pouco depois, após ser designado para chanceler da Ordem da Torre e Espada, ocupa o cargo de presidente do Conselho Superior de Disciplina da Armada. No dia 30 de Setembro de 1932, passa à situação de reforma.

Fonte: Museu da Presidência da República

Salvo-Conduto republicano


Salvo-conduto datado de 24 de Janeiro de 1919, atribuído a Júlio Baptista dos Reis, assinado por Tomás da Fonseca, do Comité Republicano de Mortágua.

Fonte: Biblioteca Municipal de Mortágua

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Concurso de Postais "A República na Minha Terra"

RESULTADOS DO CONCURSO
O Concurso de Postais "A República na Minha Terra", dinamizado pelas Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Mortágua, com a colaboração dos professores de História e Geografia de Portugal e Educação Visual e Tecnológica, contou com a participação de treze alunos do 6.º ano de escolaridade.
A todos os alunos serão atribuídos certificados de participação e os vencedores serão agracidados com um prémio.
Parabéns a todos!

1.º Prémio: Maria Francisca Oliveira, do 6.º D.





2.º Prémio: Diogo Ferreira Martins, do 6.º B.

3.º prémio ex aequo:
Beatriz Dionísio, do 6.º A.

 Inês Rodriges, do 6.º B.