quarta-feira, 2 de março de 2011

Revista "Ipsis Verbis"

O número 5 da Revista IPSIS VERBIS, saído a lume em 2010, intitula-se REPÚBLICAS.
A coordenação da Revista  é de Luís Filipe Torgal, professor de História da Escola Secundária de Oliveira do Hospital e colaborador do CEIS/20 - Centro de Estudos Interdisciplinares do século XX.
O número evoca o Centenário da Primeira República, contudo vai mais além, pretende "debater [...], propor a leitura, sempre crítica, das representações [...] sobre vários aspectos desta e de outras Repúblicas".

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Bernardino Machado

Ministro dos Negócios Estrangeiros, chefe de Governo, Presidente da República e Embaixador no Brasil.
Nasceu em 1851 e faleceu em 1944. Licenciado em Filosofia ingressou como professor na Universidade de Coimbra, onde havia completado a sua formação. Chegou à política pela mão de Fontes Pereira de Melo. Deputado e par do Reino durante a Monarquia Constitucional, foi convidado, pela primeira vez para integrar um governo, por Hintze Ribeiro, em 1893, ocupando, então, a pasta das Obras Públicas, Comércio e Indústria (Fevereiro a Dezembro). Após a implantação da República, em 1910, participou no Governo Provisório como ministro dos Negócios Estrangeiros. Depois de falhada a eleição para a Presidência da República, partiu, em 1912, para o Brasil, como ministro de Portugal, daí regressando dois anos depois. Foi, então convidado a formar Governo, chefiando dois ministérios ao longo de onze meses (9 de Fevereiro a 12 de Dezembro de 1914). Pela segunda vez tentou a eleição para a Presidência da República, desta vez conseguindo-o, tomando posse a 5 de Outubro de 1915. Foi destituído em Dezembro de 1917 pela revolução Sidonista. Em 1921 voltou a chefiar um Governo (2 de Março a 23 de Maio) e em 11 de Dezembro de 1925 repetiu a eleição para a Presidência da República, onde esteve cerca de seis meses, até ao derrube da República em 28 de Maio de 1926. Demitiu-se no último dia desse mês.
A par da actividade académica e política, foi director do Instituto Industrial e Comercial e representante de Portugal em Madrid no Congresso Pedagógico Hispano-Português-Americano. Em 1912, na qualidade de presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, convidou pessoalmente Guglielmo Marconi a visitar a capital, promovendo a sua primeira visita a Portugal.

In Primeira República
Biografia mais detalhada em Museu da Presidência.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

António José de Almeida, Penacova e a República

No âmbito das comemorações do Centenário da República, no município de Penacova, terá lugar no sábado, dia 12 de Fevereiro, pelas 15 horas e 30 minutos, no Centro Cultural de Penacova, o colóquio subordinado ao tema «A República, António José de Almeida e a importância de uma Casa-Museu».
Será igualmente inaugurada a Exposição "António  José de Almeida e a caricatura na I República».
O Colóquio será moderado por Maria Manuela Tavares Ribeiro (Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Coordenadora Científica do CEIS20).
Participarão no colóquio as seguintes individualidades:
Luís Reis Torgal (Professor Catedrático Aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Coordenador de Investigação do CEIS20), com a comunicação «António José de Almeida e a República»;
David Almeida (Professor da Escola Básica de Condeixa. Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), com a comunicação «Penacova e a República»;
Diogo Gaspar (Director do Museu da Presidência da República), com a comunicação «António José de Almeida e o Museu da Presidência da República»;
Norberto Cunha (Professor Catedrático Aposentado da Universidade do Minho. Director da Casa-Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão), com a comunicação «A importância de uma Casa-Museu como Centro de Animação Cultural»;
António Arnaut (Advogado e escritor), com a comunicação «República e Cidadania».
Seguir-se-á um período de debate, estando previsto o encerramento dos trabalhos pelas 18 horas e 45 minutos.

Publicado por: Centenário da República

domingo, 30 de janeiro de 2011

Há 98 anos, o jornal "Sul da Beira" noticia falecimento de Albano Lobo

Albano Moraes Lobo morre tragicamente no dia 26 de Janeiro de 1913, no exercício do cargo de administrador do concelho, quando se dirigia  de bicicleta à povoação de Sula, para ver uma fonte que supostamente teria propriedades terapêuticas.
A notícia do seu falecimento foi assim relatada pelo jornal Sul da Beira, "Semanário democrático, literário e noticioso", ano 2.º, n.º 62, de 30 de Janeiro de 1913:

“Nas faldas da Serra do Bussaco, próximo à povoação Sula, existe uma fonte d´onde brota a mais fina água e que, segundo nos informam, possue propriedade terapêuticas muito superiores ás aguas do Luso.
Como há alguém que se propõe a explorá-las, oferecendo à Câmara d`este concelho uma renda anual de algumas centenas de escudos, aquele resolveu ir ali em vistoria, cujo dia marcado foi o de domingo, 26 do corrente. Fatal dia esse, que ficará gravado na memória do povo de Mortágua!
Pelas 9 horas, pouco mais ou menos, de esse dia, saíram, d`esta vila, em bicicleta, Albano Lobo, como administrador do concelho e José Ferreira Afonso, vice presidente da Câmara, em direcção áquele local, onde os esperavam os srs. Augusto Simões Nunes de Souza, presidente da Câmara e António de Souza e Silva, vereador.
Ao chegarem à altura do Barracão da Castanheira, a 8 km de esta vila, Albano Lobo, que já antes d`isso se tivera queixado, sentindo-se n`esse momento, fortemente incomodado, tentou descer da bicicleta, mas uma síncope prostrou-o imediatamente para não mais se levantar”.
Relata o Jornal que de imediato se procurou auxílio, tendo José Ferreira Afonso se dirigido a Mortágua a chamar um médico. O óbito foi confirmado no local pelos Drs. Aureliano Maia e Augusto Gouveia. A notícia da sua morte espalhou-se depressa e causou uma consternação geral na população do concelho, que o tinha em grande estima e consideração. No seu funeral incorporaram-se mais de duas mil pessoas! O comércio esteve encerrado o dia todo, bem como as repartições públicas, e a bandeira nacional do edifício da Câmara, a meia haste. Em sua homenagem, uma das ruas da Vila de Mortágua tem o seu nome.

Cortesia de Biblioteca Municipal de Mortágua e CMM

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Concurso de Postais - A República na minha Terra

Encontram-se abertas, até dia 16 de Fevereiro de 2011, as inscrições para o Concurso de Postais "A República na Minha Terra", dinamizado pela Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Mortágua. Esta iniciativa integra-se nas Comemorações do Centenário da República e tem como objectivos promover a leitura e escrita e desenvolver a sensibilidade estética.
De acordo com o artigo 4.º do Regulamento, o concurso consiste em escrever e ilustrar um postal dirigido a um dos seis ilustres republicanos – José Tomás da Fonseca, José Lopes de Oliveira, Basílio Lopes Pereira, Manuel Ferreira Martins e Abreu, Augusto Simões de Sousa e Albano Moraes Lobo -, mostrando a opinião com que o aluno ficou ao conhecer a sua biografia ou “fazendo-lhe perguntas”. O Concurso é destinado a alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico; 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, havendo, consequentemente, três categorias distintas.
 A entrega dos trabalhos deverá ser feita até ao dia 23 de Março de 2011, na Bibliotecas Escolares do Agrupamento, identificados com nome completo, número, ano e turma a, e indicação da categoria do concorrente.
O Regulamento pode ser consultado na página do Agrupamento de Escolas de Mortágua, assim como em formato papel em ambas as bibliotecas.