segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Republicanos de Mortágua

De Julho a Dezembro de 2010, a Biblioteca Municipal de Mortágua propôs-se evocar os republicanos de Mortágua.

Na Agenda do mês de Julho da Câmara Municipal de Mortágua, a rubrica "Mortágua: Pessoas, Estórias e Lugares" é dedicada  ao republicano Augusto Simões de Sousa, sendo transcrita uma sua carta endereçada a Albano Lobo.




Já a Agenda do mês de Agosto da Câmara Municipal de Mortágua dedica essa rubrica ao republicano mortaguense Manuel Ferreira Martins e Abreu, com a publicação de uma carta endereçada à Comissão Nacional Republicana de Mortágua, escrita em 10 de Agosto de 1908.

sábado, 7 de agosto de 2010

Antígona reedita obras de Tomás da Fonseca

O livro NA COVA DOS LEÕES. Fátima. Cartas ao Cardeal Cerejeira, de Tomás da Fonseca, reeditado pela Antígona, é, no dizer de Luís Filipe Torgal, que o prefaciou, "um dos mais emblemáticos textos «subversivos» impressos em Portugal durante o salazarismo. Foi escrito por um republicano racionalista e livre-pensador abjurado pela Igreja Católica e pelo regime autoritário e «catolaico» do Estado Novo. Depois, a democracia nascida da revolução de 25 de Abril de 1974 acabou também por o ostracizar. Estas serão, de resto, razões suficientes para que alguns títulos da sua prolífica obra logrem ser redescobertos e reeditados pela Antígona numa altura em que se aproxima o centenário da proclamação da Primeira República em Portugal (1910-2010)."

O livro O SANTO CONDESTÁVEL. Alegações do Cardeal Diabo, com prefácio de João Macdonald reproduz uma conferência de Tomás da Fonseca, proferida na Universidade Livre de Coimbra, em 1932. Decorridos setenta e sete anos sobre a publicação de O Santo Condestável – Alegações do Cardeal Diabo, e como contraponto à celebração da canonização de Nuno Álvares Pereira, levada a cabo em 2009, a Antígona considerou oportuna a reedição deste livro.

A Antígona publicará, em 2011, uma colecção de textos de Tomás da Fonseca (1877-1968) saídos na imprensa.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Associação de Futebol de Lisboa

Estava a nascer a AF Lisboa quando alguém entrou na sala a gritar: «estalou a revolução republicana!»
Por António Simões
A história da Associação de Futebol de Lisboa cruzou-se, impressionante, com a história da revolução que desfez a monarquia. Esta é uma viagem pelos seus segredos, pelas suas peripécias: como se fez o 5 de Outubro, como a AFL perdeu o Visconde de Alvalade e acabou por se instalar num palácio que fora o símbolo do glamour em Lisboa e muito, muito mais...
A 31 de Agosto de 1908, clubes de Lisboa reuniram-se para lançar a Liga Portuguesa de Futebol. Os estatutos saíram da pena de José de Castelo Branco, jogador do CIF – e num dos seus artigos determinava-se que cada um dos seus membros teria de pagar quota de 10 mil réis. António Azevedo Meireles foi quem primeiro se indicou para presidente – mas pouco depois Januário Barreto entrou em sua substituição. O seu principal desígnio era lançar um Campeonato de Portugal – não passaria de desejo apenas, ficou-se pela organização de mais uma edição do Campeonato de Lisboa. Que os ingleses do Carcavelos FC venceram de novo.
No final da época de 1909-1910, CIF e Sporting abandonaram a Liga, a sua direcção demitiu-se – e logo depois, a 23 de Junho de 1910, Januário Barreto morreu. A gerência ficou entregue a comissão administrativa que integrava Pedro del Negro, Cosme Damião e José Neto – e marcou-se AG na sede do Real Ginásio Clube Português para se decidir o seu futuro. A maioria inclinou-se para a dissolução, havendo quem alvitrasse que os haveres da Liga deveriam ser convertidos em dinheiro para ser entregue a uma instituição de beneficência. Pedro del Negro recusou, constituir-se fiel depositário do património, que arrolou e encerrou num cofre-forte da Casa Fonseca, Santos & Viana, empresa onde trabalhava. 80 mil réis para quê?
Com base nesses 80 mil réis em dinheiro, quatro taças de prata e um estojo («três das quais em poder do Sport Lisboa e Benfica e uma em poder do Liceu da Lapa»), um relógio de parede, 10 camisolas de flanela azul e branca (o equipamento da Liga), 35 toalhas, oito exemplares da Referees Chart e um exemplar do regulamento da Féreration Internationale - comissão formada por Félix Bermudes, Carlos Vilar e Luís Raul Nunes propôs que em lugar da LPF se fundasse a Associação de Futebol de Lisboa - a 23 de Setembro de 1910. E foi o que aconteceu.
Para 3 de Outubro, de novo no Real Ginásio Clube, marcou-se a assembleia de lançamento oficial da AFL. Estavam os trabalhos a ser abertos quando Ernesto Martins Cardoso entrou na sala e, esbaforido, lançou a notícia:
- Estalou a revolução republicana!
Por entre a precipitação do momento, derramou-se um frasco de tinta vermelha sobre a papelada da mesa e delegado desafecto da monarquia, que a acta não identificou, murmurou, premonitório: 
- Essa mancha vermelha é sinal de que a marcha será imparável!
E suspenderam-se os trabalhos.

Publicado por http://www.abola.pt/

Jornal "A Bola" e a 1.ª República

O versão on-line do jornal A Bola dedica uma rubrica de grande interesse ao desporto durante a Primeira República.