Mostrar mensagens com a etiqueta Republicanos de Mortágua. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Republicanos de Mortágua. Mostrar todas as mensagens

sábado, 6 de outubro de 2012

O jornal "Sol Nascente" saiu há 100 anos!


A 5 de outubro de 1912, em Mortágua, sai um número único do jornal "Sol Nascente", que consistiu numa edição comemorativa do 2.º aniversário da Implantação da República. Os seus diretores e proprietários foram Basílio Lopes Pereira e Alfredo Fernandes Martins. O produto da edição, como se pode ler no cabeçalho, deveria reverter a favor do Centro Democrático de Educação Popular, a Biblioteca Popular da Marmeleira, Mortágua.
O jornal contém interessantes artigos dos mais conhecidos republicanos de Mortágua: Tomás da Fonseca, José Lopes de Oliveira, Manuel Martins de Abreu, Basílio Lopes Pereira e Augusto Simões de Sousa.
Este número e os restantes onze que saíram entre 1914 e 1915, encontram-se na Biblioteca Municipal de Mortágua.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

"Religião, República, Educação"


A apresentação do livro "RELIGIÃO, REPÚBLICA, EDUCAÇÃO ", de Tomás da Fonseca, terá lugar no dia 28 de setembro de 2012, pelas 21:30 horas, na Biblioteca Municipal de Mortágua e será feita pelo historiador Luís Filipe Torgal, responsável pela organização e prefácio do livro, publicado pela editora Antígona.
Seguir-se-á um Momento Musical e a dramatização da "Cartilha Nova", de Tomás da Fonseca, pelo Teatro Experimental de Mortágua.



Fonte: CMM

terça-feira, 29 de maio de 2012

Palestra do historiador Amadeu Carvalho Homem


No dia 25 de maio, pelas 21:30 horas, teve lugar na Biblioteca Municipal de Mortágua uma palestra proferida pelo Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem, da FLUC, intitulada "Enquadramento histórico-cultural para a Compreensão das Escolas Livres na dinâmica da Propaganda Republicana".
O evento contou com a presença de várias dezenas de pessoas, mortaguenses e não só!
Coube ao Dr. João Paulo Almeida, médico, natural de Mortágua, fazer a apresentação do palestrante, destacando-o como um notável académico, com uma destacada intervenção cívica, que tem dedicado muito do seu trabalho à investigação do Republicanismo em Portugal.
Por sua vez, o Presidente da Câmara destacou o conjunto de iniciativas já organizadas pelo Município de Mortágua no âmbito das comemorações do Centenário da República, lembrando a tradição republicana do concelho, que levou a que fosse considerada na época “a vila mais republicana das Beiras”.

Amadeu Carvalho Homem dividiu a sua intervenção em duas partes:
na primeira parte fez a contextualização histórica acerca das origens do Republicanismo e das escolas livres da Irmânia e Mortágua e, na segunda, respondeu à questão - Porque é que eram tão importantes para os republicanos as questões do ensino e da cultura?
Carvalho Homem debruçou-se, em particular, sobre a Escola Livre da Irmânia (Marmeleira), destacando o papel do seu criador, Basílio Lopes Pereira, fundador do jornal Sol Nascente, que considerou "um lutador pela liberdade"!
No site da CMM podemos ler o resumo da palestra, que transcrevemos:
A Escola Livre da Irmânia e a Escola Livre de Mortágua
O Prof. Doutor Amadeu de Carvalho Homem referiu que o concelho de Mortágua foi precursor na criação das Escolas Livres no Pais, tendo a primeira sido fundada na Irmânia (atual freguesia da Marmeleira), em 1908, e a segunda em Mortágua, em 1919. Depois surgiram outras na região, na Pampilhosa, Mealhada e Oliveira de Azeméis. Esse pioneirismo compreende-se melhor à luz da realidade política do concelho. “Mortágua era uma terra marcadamente republicana”.
E destacou a figura de Basílio Lopes Pereira, que foi o responsável pela criação da Escola Livre da Irmânia, como mais tarde, em 1923, pela criação da Escola Livre de Oliveira de Azeméis, onde veio a exercer funções públicas.

sábado, 26 de maio de 2012

Rua Basílio Lopes Pereira



O Dia do Município de Mortágua, dia 17 de maio,  foi comemorado, este ano, no Centro Educativo de Mortágua, o qual foi inaugurado nesse mesmo dia.
A cerimónia oficial foi, também, assinalada com a atribuição oficial de denominação toponímica aos arruamentos envolventes ao Loteamento da ex-Cerâmica de Mortágua, onde está localizado o Centro Educativo.
Os novos arruamentos receberam os nomes do Professor Diamantino Pereira de Sousa e do republicano Basílio Lopes Pereira, ambos naturais da freguesia da Marmeleira.

Basílio Lopes Pereira destacou-se como republicano e político na luta contra o Estado Novo, tendo sido perseguido, preso e deportado para o Tarrafal.

Foi ainda Advogado, Autarca e Cidadão activo, empenhado no desenvolvimento da sua terra e das suas gentes. Fundou na Marmeleira, em 1912, o jornal republicano “Sol Nascente” e um ano depois criou uma Biblioteca a que deu o nome de Centro Democrático de Educação Popular. Esteve ligado às Escolas Livres da Irmânia, Mortágua e Oliveira de Azeméis, que desenvolviam actividades de leitura, desportivas e culturais, entre outras.
Foi Administrador do Concelho de Mortágua e mais tarde Administrador do Concelho de Oliveira de Azeméis. Foi um dos republicanos homenageados na exposição “Mortágua Republicana”, em 2010, integrada no Dia do Município e no Centenário da Implantação da República.
Fonte: CMM

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Branquinho da Fonseca

A 16 de maio de 1974 morre o escritor mortaguense, Branquinho da Fonseca, filho de Tomás da Fonseca.


 «Não gosto de viajar. Mas sou inspector das escolas de instrução primária e tenho obrigação de correr constantemente todo o País. Ando no  caminho da bela aventura, da sensação nova e feliz, como um cavaleiro andante. Na verdade lembro-me de alguns momentos agradáveis, de que tenho saudades, e espero encontrar outros que me deixem novas saudades. É uma instabilidade de eterna juventude, com perspectivas e horizontes sempre novos. Mas não gosto de viajar. Talvez só por ser uma obrigação e as obrigações não darem prazer. Entusiasmo-me com a beleza das paisagens, que valem como pessoas, e tive já uma grande curiosidade pelos tipos rácicos, pelos costumes, e pela diferença de mentalidade do povo de região para região. Num país tão pequeno, é estranhável tal diversidade. Porém não sou etnógrafo, nem folclorista, nem estudioso de nenhum desses aspectos e logo me desinteresso. Seja pelo que for, não gosto de viajar. Já pensei em pedir a demissão. Mas é difícil arranjar outro emprego equivalente a este nos vencimentos. Ganho dois mil escudos e tenho passe nos combóios, além das ajudas de custo. Como vivo sozinho, é suficiente para as minhas necessidades. Fazer algumas economias e, durante o mês de licença que o Ministério me dá todos os anos, poderia ir ao estrangeiro. Mas não vou. Não posso. Durante esse mês quero estar quieto, parado, preciso de estar o mais parado possível. Acordar todas essas trinta manhãs no meu quarto! Ver durante trinta dias seguidos a mesma rua! Ir ao mesmo café, encontrar as mesmas pessoas!... Se soubessem como é bom! Como dá uma calma interior e como as ideias adquirem continuidade e nitidez! Para pensar bem é preciso estar quieto. Talvez depois também cansasse, mas a natureza exige certa monotonia. As árvores não podem mexer-se. E os animais só por necessidade física, de alimento ou de clima, devem sair da sua região. Acerca disto tenho ideias claras e uma experiência definitiva. É até, talvez, a única coisa sobre que tenho ideias firmes e uma experiência suficiente. Mas não vou filosofar; vou contar a minha viagem à serra do Barroso.»
                               Branquinho da Fonseca, "O Barão"
 
Publicado por  A bem da nação.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Livros proibidos de Tomás da Fonseca

O jornal Expresso publicou uma relação de 900 livros proibidos nos anos da ditadura de Salazar e Caetano (1933-1974), que pode ser consultada aqui.
A lista é composta exclusivamente por títulos de edição portuguesa, não incluindo obras brasileiras ou de qualquer outra proveniência. É também apresentada a data da edição ou da proibição a que respeita a
obra mencionada. A data de 1933 corresponde à publicação do Decreto n.º 22 469 de 11 de abril de 1933 que vem instituir a censura prévia também aos livros. No total são 900 títulos que constituem a maior recolha jamais realizada no âmbito da censura literária em Portugal.
Durante o Estado Novo, muitos dos livros do mortaguense Tomás da Fonseca foram também proibidos, e que constam da relação acima referida.
Eis alguns títulos:
Agiológico Rústico. I - Santos da minha terra - 1957
 Águas Novas,1950
 

 Águas Passadas, 1950

 
  Bancarrota, 1962
As Congregações e o Ensino, 1924
O Diabo no Espaço e no Tempo, 1958
 Ensino Laico: educação racionalista e acção, 1923
Filha de Labão, 1960
 A mulher, chave do céu ou porta do inferno?, 1960
O Santo Condestável, 1932

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Religião, República, Educação, de Tomás da Fonseca

Religião, República, Educação é uma antologia essencial para aprofundar a extensa e impressionante produção literária do republicano e visceralmente anticlerical Tomás da Fonseca. A diversidade de forma e de fundo que os seus textos ostentam coaduna-se, porém, com a emergência de três temas fundamentais e absolutamente complementares na obra do autor: a ideologia religiosa, política e educativa.

Organização e prefácio
Luís Filipe Torgal

José Tomás da Fonseca (1877-1968), republicano intrépido e recalcitrante, hostil à Igreja Católica e ao regime autoritário e «catolaico» do Estado Novo, bateu-se até ao fim da vida pelos ideais em que sempre acreditou e esteve na linha da frente do arriscado confronto político e religioso.
Via Antígona

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Almanaque d'O Mundo para 1013

Foto de José Lopes de Oliveira, republicano de Mortágua, publicada no Almanque d'O Mundo para 1913, p. 209.
Na legenda pode ler-se: Dr. Lopes de Oliveira, ilustre escritor e reitor do Liceu Passos Manuel

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Entrega de prémios do concurso de postais

No passado dia 17 de Junho teve lugar a entrega dos prémios aos alunos vencedores do Concurso de Postais "A República na minha Terra".
Parabéns aos felizes contemplados e a todos os que participaram nesta inciativa conjunta da Equipa das Bibliotecas Escolares e do grupo de História e Geografia de Portugal.

1.º Prémio - Maria Francisca Oliveira, do 6.ºD

2.º Prémio - Diogo Martins, do 6.º B

3.º prémio ex aequo -  Beatriz Díonisio, do 6.ºA

e Inês Rodrigues, do 6.ºB

terça-feira, 21 de junho de 2011

Exposição Sentir a Terra – “Memórias de Escola”

No passado dia 2 de Junho, a Câmara Municipal de Mortágua comemorou o dia do Município, em que se destacou a inauguração de Centro Educativo.
Após a Sessão Solene foi aberta ao público da Exposição “Memórias de Escola”, integrada no Ciclo “Sentir a Terra”.Trata-se de uma exposição que retrata a história da educação e a evolução da Escola, em Portugal, a nível nacional e local, desde o início do séc.XX até aos nossos dias.
A escolha da temática, segundo os seus organizadores, "teve a ver com este momento de viragem e transformação em curso no sistema de ensino do concelho, servindo ao mesmo tempo de retrospectiva e elemento de comparação".
A Exposição está patente ao público até ao dia 3 de Julho de 2011.
 
No site da Câmara Municipal de Mortágua podemos ler o seguinte acerca da Exposição "Memórias de Escola":
"No rés-do-chão da Sala de Exposições destaca-se um enorme painel fotográfico que retrata antigos alunos e professores e as actividades de sala e de recreio, desde meados dos anos 30 até aos nossos dias, passando pelas etapas da introdução do Desporto Escolar, mais recentemente o ensino do Inglês, da Música e dos computadores no sistema de ensino, e culminando na construção do moderno Centro Educativo.
Podem-se encontrar também livros de registos das escolas masculinas e femininas, exames da 4ª classe, livros e artigos de jornais alusivos a acontecimentos na área da Educação a nível local, reportados a algumas décadas atrás.
Na zona intermédia pode encontrar-se uma cronologia dos principais marcos da Educação em Portugal, sempre acompanhada com referências específicas ao concelho de Mortágua. Assim aparecem as referências às Casas Escola, ao surgimento das Escolas Livres em Mortágua, no início do século XX, à construção das escolas do “Plano do Centenário” nos anos 40, 50 e 60, ao Externato Infante Sagres, ao início do ensino Preparatório, Secundário e Profissional, entre outras.

O interior do piso superior apresenta uma reconstituição rigorosa de como era uma sala de aula antiga: as carteiras de plano inclinado e banco corrido, onde se sentavam os alunos dois a dois, em frente o quadro negro de ardósia, encimado com o crucifixo, ao lado a secretária do professor, com a famosa palmatória ou “menina dos cinco olhos” que era o terror de qualquer criança.
Estão também expostos objectos utilizados na aprendizagem da leitura, escrita e aritmética, as lousas e o buril, o ábaco onde se aprendia a contar, a caixa métrica, os pesos, os sólidos geométricos, livros escolares e cadernos de duas linhas.
Nas paredes podem ver-se os mapas Mundo e mapas de Portugal (com referência às Colónias Ultramarinas!), o mapa do Corpo Humano. Pode ainda apreciar-se uma maqueta em madeira da Escola Primária de Vila Meã, uma das várias escolas construídas em Mortágua de acordo com a arquitectura-tipo do Plano do Centenário, como são aliás a maioria das nossas escolas primárias.
Fonte:CMM

domingo, 15 de maio de 2011

Salvo-Conduto republicano


Salvo-conduto datado de 24 de Janeiro de 1919, atribuído a Júlio Baptista dos Reis, assinado por Tomás da Fonseca, do Comité Republicano de Mortágua.

Fonte: Biblioteca Municipal de Mortágua

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Concurso de Postais "A República na Minha Terra"

RESULTADOS DO CONCURSO
O Concurso de Postais "A República na Minha Terra", dinamizado pelas Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Mortágua, com a colaboração dos professores de História e Geografia de Portugal e Educação Visual e Tecnológica, contou com a participação de treze alunos do 6.º ano de escolaridade.
A todos os alunos serão atribuídos certificados de participação e os vencedores serão agracidados com um prémio.
Parabéns a todos!

1.º Prémio: Maria Francisca Oliveira, do 6.º D.





2.º Prémio: Diogo Ferreira Martins, do 6.º B.

3.º prémio ex aequo:
Beatriz Dionísio, do 6.º A.

 Inês Rodriges, do 6.º B.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Solidariedade com José Lopes de Oliveira

Em Novembro de 1945, o jornal do regime de Salazar "Diário da Manhã" publica um artigo contra José Lopes de Oliveira.
Embora sujeitos a sofrerem represálias, vários professores do Liceu Camões manifestaram a sua solidariedade para com o professor, conforme se pode ler no documento abaixo transcrito.

Nós, abaixo-assinados, professores do Liceu de Camões, vimos espontaneamente declarar que somos solidários no protesto contra a insólita atitude que o "Diário da Manhã" tomou para com V. Exa.
Lisboa, 19 de Novembro de 1945

domingo, 6 de março de 2011

Comício republicano em Viseu - 8 de Março de 1908

Ilustres republicanos a caminho do comício de Viseu...
Republicanos de Mortágua saúdam-nos com a "Marselhesa".
O Jornal "A Beira", de 29 de Fevereiro de 1908, anuncia a realização de um "grande comício republicano em Viseu, pela democracia e pela liberdade", que teria lugar no dia 8 de Março "domingo) e seria promovido pelas comissões (municipal e paroquial) republicanas de Viseu. Os oradores anunciados eram os membros do Directório Republicano: António José de Almeida, António Luís Gomes, Fernando Costa e José Relvas. Esperava-se ainda que comparecessem João Chagas, Brito Camacho, Alfredo Magalhães e José Malhou.
António José de Almeida, António Luís Gomes, José Relvas e Fernando Costa partiram de Lisboa na tarde de dia 7 de Março, estando previsto pernoitar no Luso, contudo acabaram por seguir para Santa Comba Dão. Esta mudança ia estragando a surpresa que estava a ser preparada pelos republicanos de Mortágua, que tinham tudo preparado para rumar até ao Luso. Avisados a tempo, acabaram por seguir para Santa Comba Dão, onde acordaram os ilustres republicanos ao som da "Marselhesa", tocada pela filarmórnica de Mortágua e pela tuna  António José de Almeida da mesma vila, que foi apresentada pelo republicano Tomás da Fonseca, natural de Mortágua.
De Santa Comba Dão seguiu um comboio especial com os oradores e centenas de corregelionários. Era como se o comício já tivesse começado. Em Tondela, a filarmónio tocou de novo a Marselhesa e os oradores são aclamados por mais de mil cidadãos. À chegada a Viseu, o cortejo parte para a pensão Avenida e à tarde dirigem-se para o Rossio, recebendo os oradores muitos aplausos de quase todas as janelas. O comício decorreu em Massorim, tendo discursado as seguintes personalidades republicanas:
Carlos Lemos, presidente da Comissão Municipal Republicana de Viseu José Relvas, Artur Leitão, António Luís Gomes, Fernando Costa e António José de Almeida. Encerrou o comício Ricardo Pais Gomes.
Seguiu-se a guerra dos números nos jornais, com a imprensa monárquica e católica a dizer que não estiveram presentes no comício mais de 1500 pessoas, enquanto os republicanos reafirmavam que participaram no comício mais de 3000 pessoas. Como lembrava o jornal do partido republicano, de 15 de Março de 1908, "o comício assumiu o carácter de uma apoteose soberba da ideia republicana e foi, nesse ponto de vista, uma verdadeira festa nacional, (...) O partido republicano do concelho de Viseu, o partido republicano de todo o distrito, tem agora de provar a grande força que ali se demonstrou possuir e que assombrou os nossos adversários, muitos dos quais, é bom confessá-lo, reconheceram o estranho avanço da ideia democrática na Beira Alta".

Adaptado a partir do livro Roteiros Republicanos. Viseu. Autores: António Rafaelo Amaro e Jorge Adolfo Marques. Edição da CNCCR.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Há 98 anos, o jornal "Sul da Beira" noticia falecimento de Albano Lobo

Albano Moraes Lobo morre tragicamente no dia 26 de Janeiro de 1913, no exercício do cargo de administrador do concelho, quando se dirigia  de bicicleta à povoação de Sula, para ver uma fonte que supostamente teria propriedades terapêuticas.
A notícia do seu falecimento foi assim relatada pelo jornal Sul da Beira, "Semanário democrático, literário e noticioso", ano 2.º, n.º 62, de 30 de Janeiro de 1913:

“Nas faldas da Serra do Bussaco, próximo à povoação Sula, existe uma fonte d´onde brota a mais fina água e que, segundo nos informam, possue propriedade terapêuticas muito superiores ás aguas do Luso.
Como há alguém que se propõe a explorá-las, oferecendo à Câmara d`este concelho uma renda anual de algumas centenas de escudos, aquele resolveu ir ali em vistoria, cujo dia marcado foi o de domingo, 26 do corrente. Fatal dia esse, que ficará gravado na memória do povo de Mortágua!
Pelas 9 horas, pouco mais ou menos, de esse dia, saíram, d`esta vila, em bicicleta, Albano Lobo, como administrador do concelho e José Ferreira Afonso, vice presidente da Câmara, em direcção áquele local, onde os esperavam os srs. Augusto Simões Nunes de Souza, presidente da Câmara e António de Souza e Silva, vereador.
Ao chegarem à altura do Barracão da Castanheira, a 8 km de esta vila, Albano Lobo, que já antes d`isso se tivera queixado, sentindo-se n`esse momento, fortemente incomodado, tentou descer da bicicleta, mas uma síncope prostrou-o imediatamente para não mais se levantar”.
Relata o Jornal que de imediato se procurou auxílio, tendo José Ferreira Afonso se dirigido a Mortágua a chamar um médico. O óbito foi confirmado no local pelos Drs. Aureliano Maia e Augusto Gouveia. A notícia da sua morte espalhou-se depressa e causou uma consternação geral na população do concelho, que o tinha em grande estima e consideração. No seu funeral incorporaram-se mais de duas mil pessoas! O comércio esteve encerrado o dia todo, bem como as repartições públicas, e a bandeira nacional do edifício da Câmara, a meia haste. Em sua homenagem, uma das ruas da Vila de Mortágua tem o seu nome.

Cortesia de Biblioteca Municipal de Mortágua e CMM

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Concurso de Postais - A República na minha Terra

Encontram-se abertas, até dia 16 de Fevereiro de 2011, as inscrições para o Concurso de Postais "A República na Minha Terra", dinamizado pela Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Mortágua. Esta iniciativa integra-se nas Comemorações do Centenário da República e tem como objectivos promover a leitura e escrita e desenvolver a sensibilidade estética.
De acordo com o artigo 4.º do Regulamento, o concurso consiste em escrever e ilustrar um postal dirigido a um dos seis ilustres republicanos – José Tomás da Fonseca, José Lopes de Oliveira, Basílio Lopes Pereira, Manuel Ferreira Martins e Abreu, Augusto Simões de Sousa e Albano Moraes Lobo -, mostrando a opinião com que o aluno ficou ao conhecer a sua biografia ou “fazendo-lhe perguntas”. O Concurso é destinado a alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico; 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, havendo, consequentemente, três categorias distintas.
 A entrega dos trabalhos deverá ser feita até ao dia 23 de Março de 2011, na Bibliotecas Escolares do Agrupamento, identificados com nome completo, número, ano e turma a, e indicação da categoria do concorrente.
O Regulamento pode ser consultado na página do Agrupamento de Escolas de Mortágua, assim como em formato papel em ambas as bibliotecas.